Sexta-feira, Maio 16, 2008
Uma idéia que passa, uma palavra esquecida, uma inspiração não anotada...uma passagem de ida pro buraco negro das genialidades perdidas. Você fica depois, insistententemente, tentando resgatar (inútil, inclusive...) aquele momento sublime que você tinha algo a dizer...e de um jeito bacana...e que formava toda uma frase perfeita, melódica, harmônica, gramática....e que cabia exatamente no dia, na cor do céu, na música linda que você escuta, no sorriso frouxo, daqueles que os lábios se abrem sem que você perceba, e que tem a mesma natureza de quem assiste um gatinho brincar ou uma criança correr. Você tenta evocar tudo de novo, puxando na memória emotiva o que foi exatamente que te provocou isso, a ponto de te dar vontade de escrever...mesmo que você já nem se lembre como começava a tal da frase e nem tampouco sobre o que se tratava. Seria é muita petulância continuar escrevendo, então, sobre nada, sobre o ato de escrever, que é um belo de um famoso encher linguiça...e pra si mesmo, que é o único expectador do ato patético...
Ou seja, daqui, agora, não sai é mais nada...só a música que causou isso tudo...
Satellite - Dave Matthews Band
libertado by Mari Ruiva |
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3:59 PM
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